Com as baixas temperaturas, o Paraná registra um aumento expressivo nos casos de síndromes respiratórias no Paraná, e o impacto maior está sobre as crianças. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), quase metade (49,8%) dos atendimentos por doenças respiratórias no Paraná em 2025 envolveram pacientes menores de 12 anos.
Esse crescimento não é causado pelo frio em si, mas por hábitos comuns durante o inverno, como manter ambientes fechados, favorecendo a circulação de vírus. Além disso, o sistema imunológico infantil ainda está em formação e as crianças acabam mais expostas em escolas e creches.
Entre as doenças respiratórias mais registradas estão bronquiolite, pneumonia, Influenza A e o vírus sincicial respiratório (VSR). No Hospital Pequeno Príncipe, referência pediátrica em Curitiba, os atendimentos dobraram entre março e abril.
O Informe Epidemiológico da Sesa, publicado no dia 2 de julho, mostra que, desde dezembro de 2024, o Paraná teve mais de 15 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 829 mortes confirmadas. Crianças menores de seis anos e idosos são os grupos mais vulneráveis.
Como identificar síndromes respiratórias em crianças?
A febre persistente mesmo após uso de antitérmicos, tosse, respiração rápida e esforço para respirar são sinais de alerta para síndromes respiratórias em crianças. Nos bebês, redução das mamadas e sonolência excessiva também indicam necessidade de avaliação médica.
A orientação é buscar atendimento médico imediatamente caso a criança apresente dificuldade para respirar, coloração azulada nos lábios ou rosto, dor no peito, tontura ou vômitos persistentes.
Vacinação e cuidados para prevenir síndromes respiratórias no Paraná
A vacinação contra a gripe é fundamental para prevenir as síndromes respiratórias no Paraná, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. Ainda assim, mais de 70% dos pacientes com fatores de risco internados ou que morreram por SRAG no estado não estavam vacinados.
Além da vacina, medidas importantes incluem:
- Manter os ambientes bem ventilados;
- Evitar aglomerações e locais fechados;
- Higienizar as mãos com frequência;
- Usar máscara e álcool em gel em caso de sintomas;
- Não compartilhar objetos de uso pessoal.
Diferença entre gripe e resfriado
A gripe é mais grave e caracterizada por febre alta, dores no corpo e mal-estar geral. Já o resfriado apresenta sintomas mais leves, como congestão nasal e coriza.
Os principais causadores das síndromes respiratórias no Paraná são vírus Influenza, SARS-CoV-2 (Covid-19), vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus.
Estado distribui 100 mil testes rápidos para Influenza A, B e Covid-19
A Sesa recebeu um novo lote com 100 mil testes rápidos para detecção de Influenza A, Influenza B e Covid-19. Os exames deverão ser destinados principalmente às Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Pronto Atendimento (PA) de hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Confira abaixo a distribuição prevista para as Regionais de Saúde:
1ª RS de Paranaguá – 2.660
2ª RS de Curitiba – 27.180
3ª RS de Ponta Grossa – 5.600
4ª RS de Irati – 1.660
5ª RS de Guarapuava – 4.240
6ª RS de União da Vitória – 1.680
7ª RS de Pato Branco – 2.540
8ª RS de Francisco Beltrão – 3.500
9ª RS de Foz do Iguaçu – 3.580
10ª RS de Cascavel – 5.140
11ª RS de Campo Mourão – 3.240
12ª RS de Umuarama – 2.720
13ª RS de Cianorte – 1.580
14ª RS de Paranavaí – 2.900
15ª RS de Maringá – 7.700
16ª RS de Apucarana – 3.600
17ª RS de Londrina – 8.500
18ª RS de Cornélio Procópio – 2.280
19ª RS de Jacarezinho – 2.840
20ª RS de Toledo – 3.680
21ª RS de Telêmaco Borba – 1.720
22ª RS de Ivaiporã – 1.360
O aumento de síndromes respiratórias no Paraná em 2025 reforça a importância da vacinação, da identificação precoce dos sintomas e da busca por atendimento médico. A prevenção depende de cuidados simples e da conscientização das famílias para proteger as crianças e toda a população neste inverno.